O regulador financeiro do Reino Unido apresentou ontem as novas regras para as remunerações dos banqueiros que prevêem, entre outras medidas, o fim dos prémios elevados face às remunerações fixas.
As novas regras para as remunerações dos executivos dos bancos, apresentadas pela Autoridade dos Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês) o regulador financeiro do Reino Unido, prevêem o fim dos prémios elevados face às remunerações fixas dos banqueiros, bem como com a garantia de prémios para mais de um ano. “A FSA está determinada em manter consistentes com a gestão efectiva do risco as políticas de remunerações nos bancos “, afirmou o presidente-executivo do regulador, Hector Sants, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.
“Há um consenso internacional de que é preciso acções de supervisão sobre as políticas remuneratórias”, acrescentou Hector Sants, salientando que a FSA será o primeiro regulador a avançar nesta matéria. Os bancos não cumpram as novas regras definidas pela FSA, terão de ter de níveis de capital mais reforçados, segundo a nova proposta. A política de bónus aos banqueiros tem sido responsabilizada em parte pela crise financeira global, uma vez que, segundo os críticos, a política salarial incentivada o risco tendo em vista lucros de curto prazo que mais tarde se transformaram em pesadas perdas para os bancos.
No mês passado, o governo britânico definiu planos para reforçar a supervisão do sector bancário, incluindo uma maior supervisão dos bónus pagos aos funcionários dos bancos.
Fonte: DN
