Diamantino Alturas reconhece que já está há mais tempo no Sindicato da Construção do que Alberto João Jardim na presidência do Governo Regional. Por isso, ao ontem tomar posse para mais um mandato de três anos, deixou claro que esta será uma gestão de transição. Primeiro porque acredita que não existem insubstituíveis e depois porque também não esconde alguma desilusão. Isto a propósito de dirigentes sindicais que considera “traidores” por trabalharem com o Governo e não em prol dos trabalhadores. Sem nunca revelar a quem se estava a referir, disse tratar-se de dirigentes que até para a tomada de posse convidam o secretário dos Recursos Humanos e não os colegas do movimento sindical.
Para os próximos três anos, Diamantino Alturas não prevê facilidades. Sabe que a crise não é tão acentuada como a pintam, pois só atinge quem trabalha e, por isso mesmo, defende ser necessário defender aquela que é a parte mais fraca. Um objectivo que se cumpre ao fazer a defesa da contratação colectiva e a acompanhar de perto as empresas que não pagam salários para depois declararem falência e deixarem os trabalhadores sem nada. Antes disso, o sindicato pretende continuar a pedir a insolvências das empresas sem solução.
