Outra nota importante quando se fala de desemprego é o número de pessoas que, nesse total, recebem apoio financeiro enquanto estão nessa situação em termos profissionais, mas fundamentalmente os que não têm qualquer rendimento.
Nas contas da Secretaria Regional dos Recursos Humanos, entre os 10.789 desempregados, pelo menos 7.013 (65% do total) estavam a receber o subsídio de desemprego em Fevereiro. Sobravam 3.776, dos quais 539 recebiam o Rendimento Social de Inserção (RSI) ou 5% do total. O que significa que 3.237 (30%) pessoas não recebiam qualquer apoio.
Daí os mais recentes programas de apoio à criação do próprio emprego, que são de louvar, mas podem não chegar, principalmente numa altura em que a confiança parece não ser a principal ‘arma’ para que a economia volte a crescer.
Para os que ainda têm direito a um subsídio de desemprego, é de realçar que o valor médio por beneficiário, em Fevereiro de 2009, era de 513,75 euros, bem acima do salário mínimo regional que é de 463 euros, e o terceiro valor mais alto a seguir a Lisboa (611,32 euros) e a Setúbal (551,05 euros). A média nacional era de 512,75 euros.
No entanto e face ao valor médio pago a cada beneficiário do subsídio de desemprego em 2008, há uma quebra na Região (530,57 euros no final do ano passado) e no total do País (534, 20 euros).
Por outro lado, o ‘subsídio social de desemprego inicial’ era de 336,69 euros (só ultrapassada pelo Centro Distrital de Segurança Social de Faro, com 337,24 euros); o ‘subsídio social de desemprego subsequente’ atingia os 353,88 euros (ainda assim acima da média nacional, que era de 353,20 euros); e o ‘prolongamento do subsídio social de desemprego’ que foi de 355,67 euros (mais alto que o nacional de 323,89).
