O número de mulheres nas direcções das empresas em Portugal continua a ser menor que a média europeia (31,8 por cento em 2007), indicam dados divulgados pelo Eurostat a propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinalou ontem
Segundo os dados divulgados, o número de mulheres que ocupam cargos directivos nas empresas na União Europeia (UE) aumentou, embora esse crescimento seja mais lento: 33 por cento em 2007, 30 por cento em 2001.
Em Portugal, o número de mulheres que ocupam lugares de topo nas empresas é menor que a média europeia: 31,8 por cento em 2007, mais um por cento que em 2001, referem os mesmo dados.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Elza Pais, salientou que a “crise económica mundial deve ser aproveitada para diminuir as diferenças” entre os sexos, devendo por isso os Governos ter “em conta a perspectiva de género e apostar fortemente nas mulheres”.
“É preciso combater a crise através de medidas que não aumentem a desigualdade. A crise deve ser uma oportunidade para combater o ‘fosso’ entre homens e mulheres e não para reforçá-lo”, disse Elza Pais.
A responsável lembrou que diversos estudos em todo o Mundo demonstram que o “investimento nas mulheres tem um efeito multiplicador efectivo na produtividade, na eficiência e no desenvolvimento económico sustentável”.
O reforço da “necessidade de partilha de responsabilidades no que diz respeita aos cuidados da família” entre homens e mulheres é outra questão incontornável para Elza Pais, que lembra que enquanto estes direitos e deveres não forem repartidos o “acesso às oportunidades fica desequilibrado”.
Devido a esta falta de partilha, a maioria das mulheres portuguesas – das que mais trabalham na Europa – ainda enfrenta “uma dupla jornada de trabalho, o que aumenta as dificuldades”.
“A nível das licenciaturas há mais mulheres e entrarem na faculdade e são também elas que têm mais sucesso. Mas então porque é que não ocupam mais lugares de topo?”, questionou.
Segundo os dados do Eurostat, as mulheres consolidaram nos últimos anos a sua maioria entre os estudantes universitários em todos os países da União Europeia, excepto na Alemanha, apresentado Portugal um número muito próximo da média europeia (55,2 por cento).
Fonte: JM
Segundo os dados divulgados, o número de mulheres que ocupam cargos directivos nas empresas na União Europeia (UE) aumentou, embora esse crescimento seja mais lento: 33 por cento em 2007, 30 por cento em 2001.
Em Portugal, o número de mulheres que ocupam lugares de topo nas empresas é menor que a média europeia: 31,8 por cento em 2007, mais um por cento que em 2001, referem os mesmo dados.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Elza Pais, salientou que a “crise económica mundial deve ser aproveitada para diminuir as diferenças” entre os sexos, devendo por isso os Governos ter “em conta a perspectiva de género e apostar fortemente nas mulheres”.
“É preciso combater a crise através de medidas que não aumentem a desigualdade. A crise deve ser uma oportunidade para combater o ‘fosso’ entre homens e mulheres e não para reforçá-lo”, disse Elza Pais.
A responsável lembrou que diversos estudos em todo o Mundo demonstram que o “investimento nas mulheres tem um efeito multiplicador efectivo na produtividade, na eficiência e no desenvolvimento económico sustentável”.
O reforço da “necessidade de partilha de responsabilidades no que diz respeita aos cuidados da família” entre homens e mulheres é outra questão incontornável para Elza Pais, que lembra que enquanto estes direitos e deveres não forem repartidos o “acesso às oportunidades fica desequilibrado”.
Devido a esta falta de partilha, a maioria das mulheres portuguesas – das que mais trabalham na Europa – ainda enfrenta “uma dupla jornada de trabalho, o que aumenta as dificuldades”.
“A nível das licenciaturas há mais mulheres e entrarem na faculdade e são também elas que têm mais sucesso. Mas então porque é que não ocupam mais lugares de topo?”, questionou.
Segundo os dados do Eurostat, as mulheres consolidaram nos últimos anos a sua maioria entre os estudantes universitários em todos os países da União Europeia, excepto na Alemanha, apresentado Portugal um número muito próximo da média europeia (55,2 por cento).
Fonte: JM
