Os trabalhadores da Gilnave, que tinham ordenados em atraso, suspenderam o contrato de trabalho com a empresa. Isso, garante Gil Sousa, vai permitir-lhes recorrer à Segurança Social para serem compensados pelo seu trabalho.
O principal sócio da Gilnave diz não ter dinheiro para pagar os montantes em dívida, mas faz notar que, referente a 2008, deve “apenas” aproximadamente 7.500 euros.
Gil Sousa diz que sempre conversou com os seus colaboradores e explicou-lhes a situação e que esta é a primeira vez, em nove anos, que enfrentou este tipo de problemas. Entretanto já avançou para um pedido de insolvência da empresa.
Gil Sousa confirma ter trabalhado com a SDV transitários, que era o seu “agente” no continente. As facturas em nome daquela empresa justificar-se-iam por se tratar de “clientes directos da SDV” na Madeira.
Trabalhadores reagem
Os trabalhadores que suspenderam o contrato de trabalho dizem que Gil Sousa tentou que eles se desvinculassem da empresa, o que terão recusado.
Optaram pela suspensão por ter sido essa a forma de conseguirem o pagamento por parte da Segurança Social. Temem no entanto complicações, pois falam em falta de pagamentos àquela entidade.
Dizem também que Gil Sousa os pressionou a desmentirem a notícia dos ordenados em atraso, dada pelo DIÁRIO, o que se recusaram fazer.
