O coordenador nacional da missão para os cuidados de saúde primários, Luís Pisco, anunciou ontem que até Janeiro de 2010 vão estar formados mais 600 médicos de família.
Segundo aquele responsável este é um número recorde, conseguido apenas este ano na sequência das alterações estabelecidas à formação dos clínicos que passou de 18 para 12 meses.
A duração do internato, ou seja, do período de estágio de especialidade passou de 18 meses para um ano e deixou de existir um período de seis meses de preparação para o exame.
Com a entrada de novos médicos de família ao serviço, dentro de um ano, centenas de milhares de utentes sairão beneficiados.
Os primeiros 250 profissionais estão, desde o início deste mês, aptos a ser colocados nas unidades de saúde. Os restantes entrarão em Junho próximo e depois em Janeiro de 2010.
Os novos 600 médicos de família que estarão ao serviço até Janeiro de 2010, vão diminuir consideravelmente as carências provocadas pelas saídas do activo dos médicos em idade de reforma.
Em média, cada médico tem uma lista de 1.500 utentes, pelo que, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 400 mil pessoas continuam sem médico de família, indicador que representa a necessidade de mais 266 médicos para responder às necessidades.
Por outro lado, a Ordem dos Médicos apresenta indicadores relativos a 2007, que apontam para 334 clínicos com 60 anos de idade, ou seja, a idade da reforma. Desconhece-se para já quantos médicos vão optar pela reforma.
O Ministério da Saúde conta, para além dos 600 médicos até Janeiro de 2010, com 281 que estão agora a começar o estágio da especialidade nos hospitais e que irão entrar no mercado de trabalho dentro de três anos.
