O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, quer que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, esclareça “brevemente” o que pensa da campanha de “ataque pessoal” ao primeiro-ministro lançada pela JSD.
Santos Silva referia-se aos cartazes afixados pela estrutura juvenil social-democrata que, sob o título “Pinócrates”, exibem uma montagem fotográfica do primeiro-ministro José Sócrates com um nariz de Pinóquio e lhe atribuem a promessa incumprida de criar 150 mil novos postos de trabalho. “Gostaríamos de saber o que a direcção do PSD e a sua líder pensam desta campanha, fundada em mentiras”, disse o ministro aos jornalistas. “Não podemos ter a atitude fingida de deixar passar campanhas baixas que são outros que fazem por nós”, advertiu o ministro, sublinhando que a JSD é uma organização sob a alçada do PSD. “Por isso, temos o direito de perguntar qual é a sua opinião”, acrescentou. Para o ministro, trata-se de um “regresso” da JSD “à campanha política de ataque pessoal, fundada em mentiras”, tal como a que a estrutura lançou em 2005, com os cartazes que sob a fotografia do primeiro-ministro questionavam: “sabe mesmo quem é este homem?”. O ministro rejeitou que Sócrates tenha prometido – como alegam os cartazes – criar 150 mil novos postos de trabalho, referindo que o “objectivo político expresso era de recuperar 150 mil postos de trabalho perdidos”. “Até termos sido atingidos pela crise, a economia portuguesa tinha já, de facto, criado 130 mil postos de trabalho”, acrescentou.
Já o líder da JSD manifestou-se ontem surpreendido com “a irritação do ministro Santos Silva” e garantiu que são os portugueses que devem estar “irritados” com o “aumento brutal do desemprego”. “Estamos surpreendidos com a indignação e a irritação do ministro Santos Silva por uma denúncia que a JSD fez sobre uma promessa do primeiro-ministro de 150.000 empregos nesta legislatura quando pelo contrário o desemprego aumentou brutalmente nos últimos três anos”, declarou o líder da juventude “laranja”. Para Pedro Rodrigues, “quem tem razões para estar irritado com o Governo são os portugueses”. Nomeando áreas como a educação, a função pública, o emprego ou a saúde, o presidente da JSD defendeu que “não há respostas por parte do Governo”. “O Governo está habituado a uma JS reverente e sempre de acordo mas na JSD somos diferentes e a nossa agenda é com o futuro dos cidadãos e dos jovens e iremos sempre denunciar aquilo que os afecta”, concluiu.
