A percentagem de empresas com mais de dez pessoas, ao serviço da Madeira, que proporcionaram, em 2007, a frequência de acções de formação profissional aos seus trabalhadores, foi de 28 por cento.
A taxa de execução mais elevada situa-se nas empresas de maior dimensão, atingindo os 95 por cento nas empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço e de 77 por cento nas empresas com 100 a 249 pessoas ao serviço. Nesse ano, participaram, em formação, quase 14 mil trabalhadores.
Estes números são o resultado do Inquérito à Execução das Acções de Formação Profissional 2007, o qual foi realizado pelo Observatório do Sistema Educativo e Cultural da Região Autónoma da Madeira com a colaboração do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social.
Realizado por via on-line e postal ao universo das empresas da Madeira com dez e mais pessoas ao serviço, este inquérito foi feito a todos os sectores da economia, à excepção da agricultura, pescas e administração pública.
Quase 14 mil em formação
Por sector de actividade, é de salientar a produção de electricidade, gás e água (60,6 por cento), a educação (51,7 por cento) e as actividades imobiliárias, aluguer e serviços prestados às empresas (43,2 por cento) como sendo os sectores com maior número de empresas com formação em relação ao total do sector.
Já no sector da construção e das indústrias extractivas, apenas 13,1 por cento e 14, 3 por cento respectivamente das empresas do sector desenvolveram acções de formação.
No ano de 2007, 13 mil e 173 trabalhadores participaram em acções de formação. Do total de trabalhadores, 49,6 por cento pertenciam a empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço, enquanto que 17, 3 por cento pertenciam a empresas de 20 a 49 pessoas.
Por grupos profissionais, e ainda segundo o mesmo inquérito, foram os do pessoal administrativo, serviços e vendedores os que mais pessoas envolveram. (33,8 por cento).
A maioria dos trabalhadores que participaram em acções de formação é do sexo masculino (54,4 por cento).
Em termos sectoriais, o inquérito realizado em 2007, dá conta que os sectores com maior número de trabalhadores a frequentar acções de formação foram os do alojamento e restauração e comércio por grosso e a retalho.
Analisando a participação dos trabalhadores em acções de formação em relação ao total de trabalhadores das empresas, poder-se-á dizer que houve uma taxa de participação de 27,9 por cento.
O número de acções de formação desenvolvidas pelas empresas durante o ano de 2007, foi de 5668, sendo 89,6 por cento inseridas na modalidade de aperfeiçoamento profissional.
Naquele ano, e ainda segundo o Inquérito à Execução das Acções de Formação Profissional, não se realizaram acções de formação na modalidade de reconversão.
Refira-se que o inquérito teve como principal objectivo o de proceder à avaliação ao ano 2007 das acções de formação profissional promovidas pelas empresas ou acções a que as empresas aderiram, promovidas por outras entidades(centros e empresas/gabinetes de formação profissional, associações e outras empresas), com vista à recolha de indicadores sobre os participantes, acções de formação profissional ministradas, os cursos e as suas características e financiamento.
Os resultados deste inquérito e quadros evolutivos da situação desde o ano 2000 estão disponivéis no site da Secretaria Regional da Educação e Cultura.
NAS ACÇÕES DE FORMAÇÃO
Mais de 30 mil participações
Durante 2007, registaram-se 30 mil 962 participações em acções de formação profissional( os trabalhadores são contabilizados tantas vezes quantas as acções em que participaram).
Por sector de actividade, e segundo o mesmo inquérito, verificou-se que 17,8 por cento dos participantes pertenciam ao comércio por grosso e a retalho, à reparação de veículos auto, aos bens de uso pessoal e doméstico e ao sector da construção.
As áreas de educação/formação mais frequentadas foram as de desenvolvimento pessoal (com 4324), finanças banca e seguros (com 3792), comércio (3640) e indústrias alimentares (2688).
Do total dos participantes nestas acções de formação, 91, 1 por cento realizaram as referidas formações no decorrer do horário laboral.
O custo médio das acções de formação por participante foi de 159 euros, sendo que a participação das empresas no custo total da formação profissional foi de 82,4 por cento. Da totalidade dos custos, 16,2 por cento foi suportado através do recurso a subsídios do Fundo Social Europeu (FSE).
Fonte: JM
