Ordem dos Enfermeiros (OE) e Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira estão em sintonia contra o protelamento por parte do Governo da República sobre a alteração do estatuto e a negociação da carreira de enfermagem. Uma realidade realçada ontem, no debate regional promovido pela OE, o segundo de uma série de cinco a realizar em várias zonas do país.
Na oportunidade, a bastonária Maria Augusta Sousa apontou críticas ao facto de a alteração estatutária, acertada com o Ministério da Saúde, continuar à espera de aprovação na Secretaria de Estado. A bastonária pede rapidez, aludindo à importância da alteração, que vai permitir “a introdução de uma nova forma do desenvolvimento profissional dos enfermeiros”.
Maria Augusta Sousa considera, por outro lado, que esta questão entronca com a negociação da carreira de enfermagem. Um outro processo onde a actuação do Ministério da Saúde merece viva contestação, de que é porta-voz o presidente do Sindicato dos Enfermeiros da RAM, Juan Carvalho. Em causa está o facto de o ministério ainda não se ter pronunciado sobre a contraproposta apresentada pelos sindicatos. E com base nestas duas situações que está agendada uma paralisação no dia 20 de Março.
Fonte: DN
ENFERMEIROS PREOCUPADOS COM A CARREIRA
Os enfermeiros da Madeira, tal como os demais profissionais do resto do país, aguardam com “muita preocupação” o desenrolar do processo relativo à alteração Estatutária e da revisão da Carreira de Enfermagem.
Esta preocupação foi manifestada, ontem, à comunicação social, pelo presidente da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Enfermeiros (OE), no âmbito de um debate promovido no Funchal, no qual marcou presença a bastonária da OE.
O ciclo de debates regionais organizados pela OE e respectivos sindicatos teve início, anteontem, em Lisboa e termina nos Açores, a 16, após percorrer Coimbra e Porto.
Élvio Jesus alertou para o facto do novo modelo de desenvolvimento profissional vir a ter um impacto directo na qualidade e segurança dos cuidados que os cidadãos vão usufruir e nas condições que os enfermeiros terão para se desenvolverem profissionalmente.
A bastonária da OE, Maria Augusta Sousa lamentou que o documento que permite um novo desenvolvimento profissional dos enfermeiros continue por aprovar em reunião do Secretário de Estado e, consequentemente, em Conselho de Ministros.
Ruan Carvalho, presidente do Sindicato dos Enfermeiros na Madeira adiantou que os respectivos sindicatos aguardam por uma reunião prometida pelo Ministério da Saúde (MS). Os sindicatos entregaram a 29 de Dezembro uma contra-proposta à do MS mas dado que, ainda, não obtiveram qualquer resposta, a greve do dia 20 continua agendada.
Fonte: JM
