A Madeira foi a região do país que registou o maior decréscimo da taxa de desemprego no quarto trimestre de 2008 face a igual período do ano anterior. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística – INE, nos últimos três meses do ano passado o número de desempregados baixou cerca de um ponto percentual comparativamente a 2008, tendo passado de 7 para 6 por cento.
Além da Madeira, o desemprego registou igualmente recuos nas regiões do Norte e do Algarve.
Situação inversa registou-se nas regiões do Alentejo (+2,2%) e nos Açores (+0,7%). De referir, no entanto, que a região dos Açores foi a que registou a menor taxa de desemprego no último trimestre do ano passado (5,6%), um aumento de 0,4% face ao trimestre anterior.
Em termos das médias anuais, segundo os dados ontem avançados pelo INE, as regiões do Alentejo (9%), Norte (8,7%) e Lisboa (8,2%) foram as que registaram as maiores taxas de desemprego.
As menores taxas verificaram-se nas regiões Centro (5,4%) e Açores (5,5%). Comparativamente ao ano anterior, os Açores foram a região que acusou o maior crescimento do número de desempregados, mais 1,2 pontos percentuais.
Em termos globais, a taxa de desemprego registada no final de 2008 representou um decréscimo de 0,4% face ao ano anterior, em que esta mesma taxa atingiu os 8%.
Ainda segundo o INE, no último trimestre de 2008 a população desempregada em Portugal estava estimada em 437,6 mil indivíduos.
Taxa animadora
O primeiro-ministro José Sócrates considerou ontem que os 7,6 por cento da taxa de desemprego registados em 2008 são “animadores” no actual momento de crise e dão uma “razão suplementar ao Governo para continuar” a política de “investimento público”. Já para o governador do Banco de Portugal, os dados do desemprego revelam alguma capacidade das empresas. Mas, apesar disso, Vítor Constâncio prevê que os números se agravem um pouco.
