“Toda a legislação, no sentido de abrir as portas à mulher, é para acelerar os costumes, porque se deixarmos que apenas as coisas aconteçam, vai levar muitas gerações para que haja uma verdadeira paridade”. À margem de uma conferência proferida, ontem, numa iniciativa do Departamento de Professores Aposentados do Sindicato dos Professores da Madeira, Isabel Sena Lino afirmou que, apesar de toda a legislação, a mulher continua ausente de várias esferas, como na política.
“Acho que é completamente injusto que os países não possam usufruir das qualidades que as mulheres têm e que lhes atribuam papéis sociais”, explicou, referindo que, como os homens estão muito mais libertos de responsabilidades que envolvam, por exemplo, a família, ficam “mais livres para aderirem à causa pública”.
“As mulheres, quando têm de optar entre a família e a profissão, muitas vezes optam pela família”, disse, frisando que “a maternidade é um poder que muitas vezes se vira contra” o sexo feminino, dado que perde a oportunidade de poder optar pela profissão.
“São estas coisas que, por um lado, levarão muito tempo a serem mudadas, daí que tem de haver uma legislação que abra as portas às mulheres e que dê também possibilidade de a mulher se afirmar em todas as áreas”, reforçou.
