A paralisação, que se fosse avante iria atingir laboratórios de análises clínicas, radiologia, fisioterapia, com implicações nos blocos operatórios do hospital e nas consultas externas, ficou assim adiada até pelo menos o dia 6 de Julho, data da última reunião entre o ministério e o sindicato.
“O Ministério da Saúde convocou-nos para informar da marcação de duas reuniões – 29 de Junho e 6 de Julho – para negociar a resolução dos nossos problemas”, disse ao DIÁRIO o dirigente da STCS na Madeira, Adelino Ribeiro. A revisão da carreira técnica superior era, de resto, uma das principais reivindicações e motivos para a convocação da greve do SCTS, que reúne todos os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.
A ambição de rever a carreira remonta a Maio de 2000, altura em que o sindicato apresentou uma proposta ao Ministério da Saúde, e nunca obteve resposta. O prazo para o governo apresentar uma contraproposta expirou em Agosto de 2008, e no final de Maio deste ano o STCS protestou através de uma greve geral.
Um protesto que poderá voltar a repetir-se, caso falhem as negociações entre sindicato e ministério, até porque em cima da mesa está mais do que a revisão da carreira. Estão também em causa as equiparações salariais em relação aos restantes técnicos superiores da administração pública, a ausência de políticas de empregabilidade para os jovens licenciados e os estágios não remunerados.
Fonte: DN
