Num comunicado de cinco parágrafos, dizem que Jardim teve “o desplante de pôr em causa os valores divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre o número de desempregados na RAM”, que já ultrapassa 12 mil pessoas. “É chocante, não fosse o caso tão dramático, diríamos ridículo”, que Alberto João Jardim “esteja a tentar esconder o sol com a peneira”, lamentam.
Dizem ainda ser “notório que o Sr. Presidente do Governo Regional não quer reconhecer o número de desempregados na Região, porquanto eles reflectem a má política do seu próprio Governo ao longo de 30 anos”. E complementam, afirmando que este executivo “é incapaz de encontrar alternativas para mudar o rumo da crise que se instalou na RAM, onde os patrões, com a cumplicidade dos governantes, recorrem a todos os pretextos, como o da crise, para despedir trabalhadores, sobretudo os mais antigos, para poderem manter os lucros e, se possível, aumentá-los”, acusam.
A USAM termina fazendo um apelo ao líder do executivo para que “mude de estratégia, que deixe de inventar inimigos para pôr o povo trabalhador a olhar para eles e não para si”.
