A EAD – Empresa de Arquivo de Documentação vai investir na Madeira 400 mil euros na aquisição de um imóvel que armazenará os arquivos dos clientes e albergará o ‘contact-centre’. O investimento ocorrerá até ao final do próximo ano, altura em que a empresa contará com cerca de 20 colaboradores, contra os quatro que actualmente integram a delegação na Região.
Na Expomadeira que actualmente decorre no Funchal, a empresa tem um ‘stand’ onde tem procurado explicar à população madeirense e aos potenciais clientes regionais a natureza do seu trabalho e o prestígio que a EAD já obteve nos seus 14 anos de actividade em Portugal.
A EAD – Empresa de Arquivo de Documentação, S. A. é uma empresa participada pelos CTT – Correios de Portugal (51%) especificamente vocacionada para a custódia e gestão de arquivos, tendo sido pioneira em Portugal. Foi fundada em 1993, por Paulo Veiga, actual presidente do Conselho de Administração, e dois outros sócios. Em 2005, dado o crescimento e o interesse estratégico da EAD no sector de negócio a que se dedica, o Grupo CTT decidiu comprar a maioria do capital. Os clientes foram os principais beneficiários desta integração, já que levou à criação de sinergias com outras empresas do grupo: a Multicert (certificação digital de documentos), a Mailtec (impressão e envelopagem), a DSTS (gestão electrónica de documentos) e a CTT Expresso (entrega e recolha). Para o mundo da gestão documental os CTT levaram o seu enorme capital de confiança, uma vantagem competitiva no vasto mercado das comunicações, em que a organização postal pretende cada vez mais afirmar-se. Paulo Veiga, em declarações ao DIÁRIO destacou precisamente esta ligação realçando o facto da EAD seguir a cadeia de valor dos CTT.
Na Madeira a EAD tem cinco clientes e tem armazenadas 14 mil caixas de arquivo, que em dimensão linear representa cinco quilómetros de pastas de arquivos de documentação em formato A4. A empresa começou na Região com um banco, a que se juntaram mais quatro empresas. A função dos técnicos da EAD é seleccionar, copiar para formato digital e arquivar toda a documentação que os clientes são obrigados a guardar durante alguns anos por imperativo legal, nomeadamente os documentos contabilísticos e outros de carácter administrativo, em que estão estabelecidos prazos rigorosos de cumprimento. São os chamados arquivos mortos das empresas que ocupam muito espaço, hoje bastante caro nas áreas das sedes. Além da vantagem de libertar espaço, os documentos poderão estar digitalizados ou ser digitalizados e enviados para consulta, sempre que as empresas deles necessitem.
A empresa, tem em termos globais 550 mil caixas de arquivo distribuídas pelos seus armazéns de Palmela, Porto, Funchal e S. Miguel (Açores). A EAD espera alcançar este ano um volume de negócios de seis milhões de euros, com uma margem de lucro bruto de 25%. Ao todo emprega 120 pessoas no País. O próximo passo é expandir-se para a Espanha depois de consolidar o lugar de líder em Portugal, com 35% de quota de mercado.
Em relação à Madeira os projectos estão desenhados para um horizonte de cinco anos, período em que se prevê a adesão de diversos clientes, facto resultante de um protocolo assinado com a ACIF, o qual ajudará a EAD a assumir a liderança de mercado que já desfruta a nível nacional.
A EAD regista no seu historial diversas certificações, sendo considerado um ‘Document Service Provider’ que avalia métodos de trabalho em Arquivo e Gestão Documental, e que conceptualiza, apresenta e implementa soluções ajustadas às necessidades dos seus clientes, com os quais mantém a maior confidencialidade.
Fonte: DN
