É um exemplo raro. Em caso de doença ou emergência familiar, na reforma ou na valorização do bom desempenho profissional, o Grupo Porto Bay tem um conjunto de apoios aos seus colaboradores que ultrapassa as suas obrigações legais. E o envolvimento com a sociedade revela, também, uma faceta solidária que mostra consciência social e solidariedade pelos mais desprotegidos.
António Trindade, o presidente do conselho de administração, revela a visão que norteia as preocupações dos ‘patrões’. “Nós temos uma preocupação social interna, bem como uma responsabilidade externa. Ou seja, temos uma dimensão cultural e social”.
Explicitando melhor, Trindade lembra que o grupo a que preside desde sempre contribuiu para a oferta cultural das cidades onde está inserido. Quer oferecendo estadia a artistas, como na promoção de uma manifestação de arte, uma bienal (ON Fusion Art) que para além de pretender ser uma actividade de animação da Zona Velha da cidade do Funchal, é pretexto para a angariação de fundos de apoio a instituições de solidariedade social. Em dois anos foram 65 mil euros angariados através de leilões de obras de arte ou donativos, numa lógica de preocupação social.
Faceta menos conhecida do Grupo Porto Bay é o facto deste estar a fornecer as refeições que são distribuídas aos sem abrigos da cidade. Um compromisso solidário.
Numa perspectiva interna, António Trindade aponta a subscrição de “um fundo de pensões para todos os colaboradores do grupo”. E revela uma prática pouco usual entre as empresas madeirense. “Temos um fundo de emergência para os nossos colaboradores, de apoio quando tenham um problema sério”.
Numa dimensão de responsabilidade que ultrapassa as obrigações resultantes do contrato colectivo de trabalho, os trabalhadores do Grupo Porto Bay têm prémios de produtividade e partilham os resultados financeiros de cada exercício. “Nós implementamos junto de mais de 60% dos nossos clientes uma avaliação do serviço e do desempenho dos nossos colaboradores. E quanto esta avaliação supera os objectivos que traçamos atribuímos um bónus ao departamento e com isso premiamos os colaboradores. E temos a eleição do empregado do mês e do ano”.
Apontando esta prática como uma relação em que os trabalhadores sabem que a qualidade e produtividade do seu desempenho é premiada, António Trindade acrescenta: “Todo o pessoal sente que partilhamos com eles os bons resultados do grupo”.

Fonte: DN
