A taxa de desemprego dos jovens, passou de 42,8% em 2015, para 26,3% no 2.º trimestre de 2019
Desde o início de 2015, um total de 6.194 jovens NEET (Not in Education, Employment, or Training – jovens que não estudam, não trabalham, nem se encontram a frequentar formação profissional) tiveram uma oportunidade no âmbito da iniciativa ‘Garantia Jovem’, com origem numa recomendação do Conselho da União Europeia e da qual o Instituto de Emprego da Madeira (IEM) se constitui como parceiro privilegiado.
Destes, 4.115 respostas foram ao nível de Programas de Emprego e Estágios e resultaram em 2.054 colocações directas no mercado de trabalho na Região Autónoma da Madeira.
Ao DIÁRIO, o IEM, que é tutelado pela Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, recorda que, na actual legislatura do Governo Regional, foi assumida como uma das suas prioridades o combate ao desemprego jovem e a promoção da sua inserção profissional. Neste sentido, houve uma aposta clara em programas e iniciativas direccionadas para esta faixa etária da população.
Reverter o desemprego jovem
A taxa de desemprego jovem que atingiu valores superiores a 50% entre 2012 e 2014. Segundo o IEM, a iniciativa Garantia Jovem veio ajudar a reverter este panorama, através de ofertas de emprego direccionadas a todos os jovens até os 29 anos, de formação ou de estágios para os jovens NEET.
“O sucesso desta iniciativa europeia confirma-se na aposta do Governo Regional no combate ao desemprego e à inactividade dos jovens da Região e que contribuiu decisivamente para o decréscimo acentuado da taxa de desemprego dos jovens, de 42,8% em 2015, para 26,3% no segundo trimestre deste ano”.
Para efeitos de identificação e sinalização destes jovens foi criada uma plataforma online (garantiajovem.iem.madeira.gov.pt/) para agilizar as várias respostas existentes e permitir-lhes aderir a esta iniciativa.
Recorde-se que a Garantia Jovem é uma iniciativa de prevenção e combate ao desemprego jovem e um compromisso para que todos os jovens até aos 29 anos beneficiem de uma boa oferta de emprego, formação ou estágio, no prazo de 4 meses após terem ficado desempregados ou terem saído do sistema educativo e formativo.
“Não é uma garantia de emprego, mas tem como objectivo dar aos jovens, o mais depressa possível, uma oportunidade de apostar na sua qualificação e estar em contato com o mercado de trabalho com vista a combater a inactividade e o desemprego dos jovens”, sublinha o IEM. “Tem entre os objectivos principais aumentar as qualificações dos jovens, facilitar a transição para o mercado de trabalho e reduzir o desemprego jovem”.
IEM é principal parceiro na RAM
No âmbito das respostas disponíveis, o IEM salienta a maior procura por parte dos jovens de respostas na área do emprego e/ou estágio.
Nesse sentido, o IEM apresenta-se como o principal parceiro na implementação desta Iniciativa na Região através da colocação directa no mercado de trabalho e na promoção de experiências profissionais através de programas de estágio.
Neste sentido, o Programa Projovem, através do PO ISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), revelou-se uma ferramenta fundamental para a integração de jovens no mercado de trabalho, neste caso, através de estágios e experiências de trabalho em entidades privadas da Região, sendo responsável por cerca de 30% das respostas fornecidas no âmbito da iniciativa Garantia Jovem na Região.
TESTEMUNHOS:
Ricardo Agrela, de 26 anos, foi um dos jovens que participou no programa `Projovem’. Sobre o mesmo, diz: “O programa permitiu-me conhecer a realidade do que é o mundo de trabalho e me possibilitou a aquisição de bases importantes. Foi sem dúvida uma boa experiência, pelo que gostei muito!”, resume a experiência de 9 meses no ‘Estúdio Dali’. “Aconselho os jovens que se encontram em situação desfavorável de desemprego e que reúnam as condições, a efectuarem a sua candidatura, pois, para além de servir para a aquisição de experiências, poderá permitir a inserção na mesma entidade acolhedora”.
Já o gerente do ‘Estúdio Dali’, Benito Maciel, afirma que o “Projovem é muito importante para os jovens e as empresas. Se por um lado o programa permite aos jovens a aquisição de aprendizagem e duma experiência no mercado de trabalho, por outro lado, as entidades beneficiam com o apoio e com a possibilidade de perceber, ao longo do programa, se os candidatos apresentam a motivação desejada e se são capazes de corresponder às necessidades exigidas pela empresa, antes da possível e pretendida contratação”, refere, sublinhando que, no caso do estagiário Ricardo Agrela, devido ao desempenho positivo, “a entidade pretendeu, findado o programa, a admissão na empresa (…)”
Ana Luísa Correia – Diário de Notícias
