O Sindicato dos Bordados acusa o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) de alguma passividade na sua actuação, espelhada em particular na falta de diálogo com aquela estrutura sindical.
Críticas efectuadas ontem, por ocasião da conferência de imprensa que assinalou a posse dos novos corpos gerentes, liderados por Ana Paula Rodrigues, que vão gerir os destinos daquele sindicato no quadriénio 2009/2013.
Pela voz da dirigente Maria Ganança, o sindicato acusa o IVBAM de não dialogar, em particular após a saída de Paulo Rodrigues da liderança daquele instituto. “Há um desleixo”, atira a dirigente, antes de complementar: “Parece que não é para andar, que é só para aguentar.” Ana Paula Rodrigues, por seu lado, enumerou as dificuldades por que passa o sector, a começar pelo desemprego, passando pela concorrência de produtos oriundos do mercado asiático – vendidos lado-a-lado com o bordado Madeira em algumas casas da Região – e terminando na falta de qualidade das acções de formação.
Neste particular, Maria Ganança denuncia o facto de algumas casas do povo promoverem acções de formação ministradas por pessoas sem a devida preparação. Relativamente ao futuro, Ana Paula Rodrigues admite que a inovação é importante para o bordado Madeira, nomeadamente através da sua utilização em produtos como calças de ganga, bolsas, relógios e vestidos de noiva. No entanto, vinca que é fundamental preservar a tradição do bordado clássico.
No caso concreto da tapeçaria, explica a presidente do sindicato, a crise faz-se sentir ainda com maior intensidade. A procura no mercado é pouca e, por isso mesmo, apenas duas empresas ainda se dedicam a esta actividade, à qual se dedicam apenas algumas bordadeiras mais velhas.
