O Grupo Miguel Viveiros dedica-se a três áreas distintas de negócio: telecomunicações, imobiliária e construção, uma área que integra desde há poucos meses uma unidade produtora instalada no Parque Industrial de Machico, que obrigou à admissão de mais 25 trabalhadores, o que é relevante em tempo de crise.
Miguel Viveiros, 43 anos de idade, lançou as bases do seu grupo há cerca de 20 anos. Com a profissão de electricista criou uma pequena empresa industrial a que acrescentou mais tarde uma loja de electrodomésticos na Rua do Ribeirinho, em Machico, depois de ter comprado o antigo cinema da freguesia.
A partir de 1997 começou a constituir o seu grupo, passando para as telecomunicações, uma área de negócio em crescimento e de sucesso. Hoje tem 14 lojas TMN nas duas ilhas do arquipélago. Os serviços estão centralizados no Funchal, em instalações próprias na Rua do Carmo. O imobiliário chegou há cerca de seis anos, com projectos de maior dimensão em Machico, em Santa Cruz e no Funchal. Construiu o Machim Centro, as Moradias de Água de Pena e da Morena (Santa Cruz). Os empreendimentos estão concluídos e em fase de comercialização. Agora, diz o empresário, “vamos consolidar as vendas, antes de avançar com novos projectos”. O grupo nos últimos dois anos acabou por ser muito penalizado, face a três acções populares que chegaram a colocar em causa a vida do grupo. Sem obras acabadas e sem vendas, só a persistência do empreendedor e a colaboração e apoio dos trabalhadores (hoje cerca de 200) deram força e alento para aguentar essa fase menos boa da vida do grupo.
No último ano e aproveitando o interregno em que as obras estiveram paradas por imposição judicial, Miguel Viveiros não virou as contas e desenvolveu um outro projecto: a Unidade Industrial que labora já desde há quase dois meses com uma produção à base de betão e e britas, cujos primeiros produtos estiveram em exposição na última FIC, com manifesto agrado do mercado.
A área de construção vai continuar, entretanto, com a entrada no mercado de uma nova prestação de serviços no segmento da caixilharias de alumínios, que resulta da experiência do pessoal próprio do grupo que esteve adstrito à construção dos empreendimentos imobiliários terminados no último ano. E para continuar a actividade neste segmento há algumas obras adjudicadas em Machico, Santa Cruz e Funchal. Destaque para esta última cidade, onde a Miguel Viveiros construirá um edifício de dimensão considerável destinado a habitação, iniciativa de um investidor privado.
Miguel Viveiros considera que a crise é uma boa ocasião para definir percursos. Algumas empresas não aguentarão, outras, mais capacitadas, irão seguir em frente. De qualquer modo, é preciso haver um novo relacionamento entre os empreendedores, nomeadamente os públicos, e os prestadores de serviço na área da construção e das obras públicas. As empresas não podem esperar tanto tempo pelos pagamentos, observa o empresário.
