O assunto é dado por encerrado pela Lista B, derrotada nas eleições para o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), mas João Sousa, cabeça-de-lista, só se dará por vencido depois de analisar até que ponto a actual estrutura da direcção sindical está “refém” quando chegar à hora de negociar “matérias pendentes com a Secretaria Regional de Educação e Cultura”, onde constam, entre outros, o estatuto da carreira docente.
“A clarificação e a transparência relativamente às alegadas ajudas à actual direcção do SPM, único propósito da posição pública da Lista B nesta polémica, continuam seriamente comprometidas, porque, infelizmente, nenhuma das entidades visadas quis contribuir para o apuramento total da verdade dos factos”, lamenta João Sousa, em nota enviada à nossa redacção.
As reacções do presidente do Governo Regional e da coordenadora sindical Marília Azevedo (ontem, no DIÁRIO) não esclareceram o essencial – as suspeitas de favorecimentos e a(s) “ajuda(s)” na eleição do SPM – mas deram para a lista derrotada tirar as suas ilações. “É possível concluir das palavras do dr. Alberto João Jardim que as motivações subjacentes às alegadas ajudas à lista encabeçada pela professora Marília Azevedo são de ordem político-partidária – impedir que o mandatário da lista B, professor e deputado (do PS) André Escórcio, ganhasse o referido acto eleitoral – numa lamentável atitude de intolerância democrática, resultante, aliás, da intoxicação promovida pelo projecto de continuidade”.
Pelas palavras de Marília Azevedo, João Sousa depreende que, “o facto da actual direcção do SPM não ter exigido do dr. Alberto João Jardim a concretização da insinuação levantada, parece provar que esta situação não é confortável para ela (Marília Azevedo)”.
A Lista B dá a polémica por encerrada, mas adverte que estará atenta à postura do SPM à mesa da negociação com o Governo Regional.
