O número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego da Madeira (IEM) no final de Julho baixou 0,8% face a Junho, de 12.483 pessoas para 12.389. Um dos dados a destacar desta estatística do Desemprego Registado é que, pela primeira vez em nove meses (desde Outubro de 2008), há uma quebra no indicador.
Por outro lado e pela negativa, o desemprego homólogo regista um aumento de mais de 50 por cento, quando comparados os dados de Julho de 2008 (8.244) com os do mês passado, segundo os resultados divulgados ontem pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Em termos comparativos com outras regiões do País, a Madeira acaba por estar incluída entre as três que registaram descidas face ao mês anterior, acompanhando o Algarve (-2,6% ou 17.063 desempregados) e os Açores (-2,1% ou 4.372 desempregados). Ao nível das subidas mensais, o Norte registou o máximo (+2,5%), com um total actual de 222.920 pessoas sem trabalho (e a região com maior número de desempregados).
No todo nacional, o aumento é de 1,4%, para um total em Julho de 496.683 pessoas. Quanto ao mês homólogo, Julho do ano passado, estavam inscritos 381.776 desempregados, significando um aumento de 30,1% no País.
Neste item, a Madeira figura na 2ª posição, bem atrás do Algarve (+104,2% do que em igual período), que está nos dois ‘pólos’ da escala. Por cá, como referido, o aumento homólogo é de 50,3%, na mesma linha de todas as regiões de Portugal, logo seguido dos Açores (+46,9%).
Isto significa que as três regiões onde o Desemprego Registado baixou em Julho face a Junho, são também aquelas onde o aumento homólogo é mais significativo. As restantes quatro regiões estão com valores homólogos abaixo da média nacional, tal como registaram subidas mensais.
Maior valor homólogo de 2009
Outra conclusão que se pode retirar dos números agora divulgados e olhando para os valores homólogos de cada um dos sete meses de 2009, é que Julho detém o maior aumento quando comparado o mesmo mês do ano passado.
Desde Janeiro (+12,4%) que se vêm registando aumentos homólogos muito altos, tendo em conta o historial do desemprego na Madeira, ao que se seguiu Fevereiro (+22,8%), Março (+32,7%), Abril (+35,0%), Maio (+41,1%) e Junho (+47,4%). Por isso, recorremos aos dados dos últimos anos e verificámos que pelo menos desde 2003 (Junho teve +38,8%) que não se assistia a valores tão altos.
Nota final para o habitual comunicado do Governo Regional, com comentários aos números no mesmo dia da publicação nacional. Desta vez, a Secretaria dos Recursos Humanos não enviou à comunicação social uma interpretação dos resultados na Madeira comparando-os com os dados nacionais. Nem no sítio online do Instituto do Emprego da Madeira (www.ire.gov.pt) constavam, até ontem à noite, os dados regionalizados. Será pela falta de “credibilidade”, como se tem alegado sempre quando os dados são negativos para a Madeira? Ofertas em baixa
As ofertas de emprego continuam em baixa, apesar da chegada do Verão e do ‘balão de oxigénio’ que, muitas vezes, acaba por ser o trabalho sazonal.
Se no total do País houve um aumento de 7,9% em Julho face a Junho, na Madeira registou-se uma quebra de 12,3% (de 260 para 227 propostas de trabalho).
O mesmo aconteceu com o Algarve (-13,6%), que sofre da crise no Turismo. O Norte teve o maior aumento em termos de ofertas, com mais 21,5%.
Em termos homólogos, quando a Madeira poderia também dar o mesmo sinal que o Algarve (+23,8% face a Julho passado), acaba por ter -7,0% de propostas de empresas disponíveis. Pior só os Açores (-75,4%) e Lisboa e Vale do Tejo (-9,8%).
