O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, admitiu ontem alterar as regras de actualização das pensões em 2010, para fazer face “a uma situação excepcional”, mas a decisão será tomada apenas em Outubro/Novembro, dependendo da variação dos preços.
“A situação é excepcional e exige medidas de natureza excepcional”, sublinhou o governante, que falava à margem de um congresso internacional organizado pela Autoridade para as Condições de Trabalho, que decorre entre em Lisboa.
Vieira da Silva explicou que o modelo foi desenvolvido para um contexto normal da economia, mas hoje “estamos com risco de crescimento negativo dos preços e alguns até falam do risco de deflação”. “Uma inflação negativa é uma coisa que nunca nenhum de nós viveu. Há um ano os riscos eram de crescimento da inflação e as críticas que se faziam à fórmula de actualização das pensões é que ela era pouco sensível aos crescimentos da inflação. Hoje o cenário é absolutamente diferente”, referiu. Para o ministro do Trabalho, o modelo que vincula o aumento das pensões ao crescimento da economia e aos preços é “um bom princípio”.
