A adesão dos jovens madeirenses a programas como o ‘Juventude em Acção’, que envolve a participação em iniciativas de natureza diversa e abrangentes e que são promovidas, periodicamente, em vários países da União Europeia (UE), tem-se revelado manifestamente fraca.
Em 2008, cerca de 700 jovens, maioritariamente provenientes de outros países, estiveram envolvidos nas acções levadas a cabo na Região Autónoma. Em termos de saídas, o número de jovens madeirenses ficou “perto da centena”, segundo disse ontem aos jornalistas o director regional da Juventude, Jorge Carvalho.
“Estamos ainda numa posição em que são mais os jovens, em termos das diferentes acções, que vêm para a Madeira do que propriamente os madeirenses a sair”, disse o governante, à margem do Conselho da Juventude.
De acordo com Jorge Carvalho, o Governo Regional quer “inverter esta situação, procurando que os jovens tenham uma maior iniciativa no sentido de sair e participar em acções nos outros países”. Para este efeito, lembrou, foi duplicado, de 2007 para 2008, o valor financeiro a aplicar nos programas.
Questionado sobre os motivos para uma tão fraca adesão, o governante falou em “algum comodismo” para justificar este “imobilismo”. A parte financeira, recordou, não é um impeditivo, já que, “na generalidade das acções, o programa é financiado praticamente a 100 por cento”.
Contudo, indicou que é “sempre mais fácil” para os jovens madeirenses receberem e organizarem iniciativas cá com jovens de outros países da União, dado que a dimensão da nossa realidade, com ‘tudo à mão’, não exige grandes planos e esforços em termos de organização e contactos.
Programas como o ‘Juventude em Acção’ oferecem um “conjunto de competências e mais-valias que são extraordinárias para a formação dos jovens e que terão reflexo em termos profissionais”. Daí que o governante tenha apelado às acções que estão a ser oferecidas, mas com uma participação, de preferência, de fora da Região.
