Apesar da propalada crise, que afecta também as tesourarias das autarquias, o Município de Câmara de Lobos estima que possa vir a contratar quase meia centena de funcionários ao longo do corrente ano. O contingente (45) passível de ser admitido em 2009 consta do Mapa de Pessoal, que em vez de ter sido apresentado aquando do Plano e Orçamento, só recentemente foi aprovado pela vereação camarária e posteriormente ratificado em Assembleia Municipal.
O número de ‘vagas’ criado pela Câmara motivou a divisão entre a própria oposição local no seio do órgão deliberativo. O PS criticou, face à conjuntura actual, tão significativo aumento de vagas, insinuando mesmo que tais propósitos seriam para satisfazer interesses partidários da maioria. Uma observação fortemente rebatida pelo PSD, mas igualmente pela CDU, que não só criticou a postura dos socialistas, como também elogiou a criação dos postos de trabalho numa ocasião em que o desemprego parece imparável.
Satisfazer necessidades
“O que estamos a fazer, é que por força das novas infra-estruturas que nós temos, nomeadamente a Biblioteca que prevê um quadro de 20 pessoas, a reestruturação do sector do Ambiente que se fará, e uma série de pessoas que estão no fim de carreira, à beira de serem reformadas”, esclarece Arlindo Gomes. “Eventualmente o que se está a prever é isso. O que não quer dizer que venha a acontecer”, complementa. Trata-se portanto de uma previsão, que pode ou não ser concretizada, e que no entender do presidente não implicará uma grande ginástica financeira.”À partida não prevemos um agravamento significativo de custos com o pessoal” garante. Isto não significa de forma alguma o aumento das despesas com o pessoal, mas tão-somente dotar os quadros com as necessidades que venha a registar. Outra das consequências – aponta – é evitar e até mesmo acabar com as horas extraordinárias”.
Além da afectação de pessoal para a prestação de serviços, a área do Ambiente é aquela que deverá ser reforçada. “Precisamos ter pessoas para responder às nossas necessidades, inclusive para trabalhar ao fim de semana, nomeadamente na limpeza urbana. É o custo que temos de ter se quisermos manter a cidade atractiva e agradar a aqueles que nos visitam, mantendo a qualidade de vida dos que aqui vivem”, concretiza.
