No mês de Janeiro inscreveram-se nos centros de emprego 70.334 trabalhadores desempregados, um aumento de 27,3 por cento em relação ao mês homólogo de 2008 e de 44,7 por cento quando comparado com Dezembro.
De acordo com dados que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ontem divulgou, no final do mês passado estavam inscritos nos centros de emprego do Continente e Regiões Autónomas 447.966 desempregados, número que representa 85,5 por cento de um total de 523.986 pedidos de emprego. O IEFP adianta que “o desemprego registado apresenta uma trajectória ascendente”.
O “fim de trabalho não permanente”, principal motivo de inscrição de desempregados, representava 38,1 por cento das inscrições efectuadas ao longo deste mês nos Centros de Emprego do Continente.
“Este motivo continua a atingir a maior representatividade no Algarve, região onde justificou cerca de 58,0 por cento das inscrições. No Norte o motivo ´foi despedido`, reuniu 28,0 por das inscrições de desempregados da região”, refere a “Informação Mensal do Mercado do Emprego” do IEFP.
Os dados relativos a Portugal continental indicam que estão inscritos nos centros de desemprego 55.373 “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio”, 51.108 elementos do “pessoal dos serviços de protecção e segurança”, 47.129 “empregados de escritório”, 41.381 “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora”, bem como 32.233 “manequins, vendedores e demonstradores”. “Estes cinco grupos de profissões representavam, no seu conjunto, mais de metade (52,5 por cento) do total de desempregados inscritos” em Janeiro.
Em comparação com o período homólogo, ou seja analisando a um ano, os profissionais mais afectadas pelo desemprego foram os “operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil”, com um aumento de 53,9 por cento, seguidos dos “quadros superiores da administração pública”, com um acréscimo de 29,5 por cento.
