O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social afirmou ontem que o esforço do Governo para que os trabalhadores da Qimonda sejam recuperados a favor da economia portuguesa continuará até ao “limite das possibilidades”. A empresa anunciou ontem que vai suspender os contratos a 800 trabalhadores por um período de seis meses e dispensar 300 com contratos a prazo, ficando 200 responsáveis por manter a operacionalidade da unidade.
“O esforço começou há meses e continuará até ao limite das possibilidades para que os recursos humanos que constituíam a empresa possam ser recuperados a favor da economia portuguesa”, afirmou Vieira da Silva. O ministro falava aos jornalistas em Faro, à margem da cerimónia de assinatura de protocolos dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social, firmados com seis municípios algarvios.
Questionado sobre os meios que o Governo poderá colocar ao dispor da viabilização da Qimonda, Vieira da Silva sublinhou que o Executivo se tem empenhado com “todos os seus meios” para que o equipamento produtivo não seja perdido do ponto de vista do interesse nacional. Vieira da Silva afirmou ainda que serão procuradas alternativas para que não se perca a “capacidade humana e técnica” da empresa e que o Governo apoiará os trabalhadores ao nível da protecção dos direitos.
Num comunicado ontem divulgado, enquanto trabalhadores estavam reunidos nas instalações de Vila do Conde com os chefes de secção e com a direcção, a administração da Qimonda refere que vai “avançar de imediato com um ajustamento do efectivo de trabalhadores para cerca de 1.000 por cessação de contratos de trabalho”. A Qimonda Portugal tinha 1.637 trabalhadores em Janeiro, mas desde então foram dispensados cerca de 300 funcionários com o fim dos seus contratos a prazo.
