Pela primeira vez na Região realiza-se um curso de pós-graduação em intervenção sistémica e familiar. Maria João Beja, coordenadora do curso que tem início hoje na Universidade da Madeira (UMa), diz que o número de candidatos foi de tal maneira elevado que os responsáveis optaram por fazer uma edição alargada com 40 alunos.
Os candidatos e alunos são pessoas de diferentes áreas de formação, desde psicólogos, passando por técnicos de serviço social e de educação especial, incluindo até médicos e enfermeiros, ou seja “pessoas que trabalham numa área de intervenção social ou de saúde e que trabalham muito com famílias”. O curso de pós-graduação tem a duração de dois anos e engloba a vertente teórica e a prática. As aulas, ministradas por pessoas de “alta craveira profissional” virão do exterior, um fim-de-semana por mês para orientar as aulas, que funcionarão de forma intensiva (oito horas por dia). O facto de alguns dos docentes serem também fundadores da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, torna-se “uma mais-valia para os alunos da Região”, refere Maria João Beja.
Terapia Familiar tende a crescer
Foi há cerca de 40 anos que a intervenção sistémica e familiar surgiu tendo em vista “compreender as pessoas integradas no seu meio, no seu contexto de relações”.
Actualmente no país já existem muitas pessoas formadas na área da Terapia Familiar, mas na Madeira, os ‘especialistas’ não devem ultrapassar uma dezena de pessoas. Maria João Beja é uma delas. A psicóloga e terapeuta, admite que não são muitas as pessoas formadas na área da terapia familiar na Madeira e refere, que além disso, trabalham de forma dispersa. Porém, a coordenadora da pós-graduação acredita que com o curso de pós graduação, além de aumentar o número de pessoas formadas na área, a procura para a intervenção sistémica e familiar na Região vai também crescer. Por enquanto a procura não é muita. “As pessoas não podem procurar aquilo que não sabem que existe”, justifica Maria João Beja.
