A Secretaria Regional dos Recursos Humanos sentou, ontem, à mesma mesa, representantes do Governo Regional, do Sindicato de Trabalhadores de Escritório, Comércio e Serviços e da Associação Comercial e Industrial do Funchal e Associação de Comércio e Serviços. Segundo o secretário regional, Brazão de Castro, que estava regojizado com a reunião, esta «foi uma verdadeira maratona de negociações, na sequência de vários encontros que precederam este, mas que tornaram possível chegar a acordo».
O governante confessou sentir-se congratulado com o diálogo social, porque é, admitiu, «a melhor maneira de construir a paz social».
Em relalção ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Ivo Silva disse não estar satisfeito, porque «o acordo foi feito, porque o que estava sobre a mesa, se não fosse aceite, por via administrativa poderia trazer consequências consideradas negativas face ao valor para assinar».
Assim, o acordo foi alcançado com um aumento de 1,5 de aumento na tabela salarial, com «a pequenez deste valor disfarçada pelo valor conseguido no subsídio de refeição», que aumenta 35 cêntimos.
Melhor do que Portaria
O dirigente daquele sindicato regista, por isso, que os valores ontem discutidos e assinados pelas partes acabam por se traduzir numa média calculada em, «sensivelmente, 2,5 por cento e o que se perspectivava era para um valor que evitasse a publicação de uma portaria: Esse, constatou, se fosse fixado numa possível portaria ia ficar muito aquém»do alcançado na reunião de ontem com o secretário responsável pelo sector do trabalho.
Ivo Silva referiu, por isso, que asssinou o documento que envolve cerca de sete mil trabalhadores dos três sectores representados por aquele sindicato, que ficou longe da proposta inicial que era de seis por cento. «Não era idealista, era uma proposta de Revisão Salarial, ou seja, era natural que se excedesse no valor que consideramos correcto e de justiça». A negociação é, exactamente, a redução do «valor da proposta inicial». Agora, comparou, «no mínimo, deveria ter sido alcançado o valor do ano passado, de 2,8 por cento».
Não se conseguiu o pretendido, referiu, a concluir, o sindicalista, mas evitou-se «um descalabro ainda maior», que seria a publicação da portaria.
Fonte: JM
