A taxa de desemprego na Madeira terá ultrapassado a média nacional, com os actuais 11.456 desempregados registados em Março, fixando-se nos 9% face aos 8,6% previsíveis para todo o País. Um valor bem acima do que já se tinha registado no 4º trimestre de 2008 (6%), enquanto Portugal tinha 7,8%.
A estimativa calculada pelo número de população activa na Região em finais do ano passado (4º trimestre), que chegava aos 125.892 trabalhadores – ou menos, se tivermos em conta a média anual de 2008, que chegava aos 126.059 activos -, e o número de desempregados em Março último, chegamos a este número impensável há pouco tempo: 9 por cento!
A população activa nacional era de 5.613.900 adultos no 4º trimestre de 2008. Tendo em conta os desempregados de Março, mais de 484 mil pessoas, chegamos ao cálculo de 8,6 por cento.
Resta confirmar estes dados com os números oficiais (referentes ao 1º trimestre de 2009) que deverão ser publicados, em meados de Maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O certo é que a média mensal dos primeiros três meses de 2009 na Madeira é de 10.725 desempregados, o que daria uma taxa de desemprego no primeiro trimestre de 8,5%. A média nacional daria uns 8,3%, ou seja mais baixo que o da Região Autónoma.
Maior aumento mensal
O desemprego registado continua a atingir valores nunca vistos na Madeira, pelo menos é o que diz a estatística oficial, chegando no mês passado ao valor mais alto de sempre, 11.456 madeirenses inscritos no Instituto do Emprego da Madeira (IEM, IP-RAM).
E se dúvidas houvesse quanto ao impacto da tão propalada crise na Região Autónoma da Madeira, basta comparar com os valores do mês anterior (Fevereiro) e do mês homólogo (Março de 2008), com mais 6,2% (10.789) e mais 32,7% (8.635), respectivamente.
A Região obteve, desse modo, o maior aumento mensal (mais 667 desempregados) de todas as regiões do País, a grande distância dos segundo e terceiro maiores crescimentos, Lisboa e Vale do Tejo (+3,9%) e Açores (+3,8%), e também quase o dobro da média nacional (+3,2%, de 469.299 para 484.131 portugueses sem trabalho e à procura de uma ocupação remunerada, no final do mês de Março. Nenhuma das sete regiões estatísticas de Portugal baixou, mas o menor valor foi no Algarve (+1%).
Esta tendência mantém-se nos valores comparativos de há um ano, com o Algarve (+55,2%) a ultrapassar a Madeira como tendo o maior aumento homólogo entre regiões. No ‘nosso’ caso, o 2º lugar nesta estatística negativa é natural, dado que a evolução dos valores nos últimos meses tem batido todos os recordes.
