“A redução dos acidentes de trabalho é uma realidade, mas se calhar é bom que consigamos analisar o porquê desta redução”. Ontem de manhã, à margem das comemorações do Dia Regional da Segurança e Saúde no Trabalho, o dirigente do Sindicato da Construção Civil, Diamantino Alturas, focou que o actual panorama poderá estar relacionado com a diminuição do volume de obras e, como consequência, do número de trabalhadores no sector, mostrando-se preocupado com o facto de a crise poder contribuir para o aumento dos acidentes.
“Não podemos esquecer que foi no sector da construção civil que houve mais acidentes até ao momento e que, há uns anos, o volume de obras era outro e o aglomerado de trabalhadores muito elevado”, explicou, referindo que o stresse era propício a mais acidentes.
Diamantino Alturas disse que agora se verifica “o inverso”, dado que o número de obras e de trabalhadores decresceu, não havendo já necessidade de fazer horas “pela noite dentro”. O responsável teme que, com a precariedade, aumentem os acidentes e recordou que, este ano, já houve duas mortes, sendo que, numa delas, a vítima não tinha seguro.
O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, apontou, na ocasião, que o objectivo passa por fazer com que a “sinistralidade seja uma realidade com cada vez menor incidência”, apesar dos progressos verificados na Região.
Fonte: DN
