Um estudo recente (Junho 2009) de uma empresa multinacional de análise de risco nas empresas, concluiu que cerca de 1/3 das empresas registadas na Madeira apresentam um elevado risco. Informação que pode ser crucial, por exemplo, se uma empresa pretende aceder ao crédito bancário e mesmo no nível de sucesso na área de negócios em que se encontra ou quer investir.
A conclusão do estudo, que abarca as cinco regiões do continente português e as duas regiões autónomas, dá conta que das 15.292 empresas existentes em Junho na Madeira e no Porto Santo, um total de 4.665 (30,5%) apresentam uma “Taxa de Risco Elevado”, a mais alta de todas. Nota para as cerca de 4 mil empresas registadas na Zona Franca da Madeira, cerca de 25% do total da empresas regionais.
Aliás, de um total de 496.234 empresas em Portugal, 124.931 apresentam um risco elevado, com uma taxa nacional de 25,2%. Ou seja, a Madeira tem uma taxa de risco elevado 5,3 pontos percentuais acima da média nacional, acompanhando o Norte e Lisboa e Vale do Tejo entre as que superam os totais do País.
As Regiões que estão mais próximas são o Norte e Lisboa e Vale do Tejo, com iguais 25,9%, ou 39.886 e 43.085 empresas, respectivamente, de um total de 154.105 e 166.362 empresas. Na outra ponta, a Região com menos incidência de risco elevado no tecido empresarial são os Açores, com 19,7% ou 1.194 para um total de 6.063. Mas o estudo da Informa D&B Portugal – empresa centenária que integra a D&B WorldWide Network, com mais de 110 milhões de registos empresariais de todo o mundo e 650 mil registos activos em Portugal – vai mais longe, ao calcular o número de constituições, dissoluções, processos de insolvência e acções judiciais ocorridas até este período.
No que toca a constituições, o estudo conclui que em Junho deste ano foram criadas 52 empresas no território insular madeirense para 81 dissoluções, oito processos de insolvência e 219 acções judiciais. Em termos percentuais nacionais, isto significa que a Madeira representou 2,1% das constituições (penúltimo à frente dos Açores, que teve 1,3%), 7,4 por cento das dissoluções (à frente do Algarve, Alentejo e Açores), 2,6% dos processos de insolvência (igual ao Algarve e à frente dos Açores) e ainda 2,7% das acções judiciais (os Açores continuam abaixo, em termos de representatividade).
No que toca à representatividade das empresas da Madeira no total das que apresentam risco elevado no País, temos 3,7%, mesmo assim abaixo dos Açores (1,0%), mas bem próximos do Algarve (4,7%) e do Alentejo (5,8%). O ‘campeão’ e ‘vice-campeão’ nesta matéria, muito por terem 64,6% do tecido empresarial nacional, são Lisboa e Vale do Tejo (34,5%) e o Norte (31,9%).
A Madeira apresentou ainda a pior taxa de constituição (0,3%) e a maior taxa de dissolução (0,5%), é 3º ao nível da taxa de insolvência (0,5%) e só fica na frente dos Açores, pela positiva, no que toca à taxa de acções judiciais (1,4% para 1,7%, respectivamente).
Um estudo nada abonatório e preocupante para a Região e que, em conclusão, mostra que a representatividade do tecido empresarial madeirense e porto-santense (3,1%) é inferior à taxa de risco elevado (3,7%).
