O combate ao desemprego, que segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) atinge 507,7 mil portugueses, é uma prioridade transversal aos programas eleitorais de todos os partidos políticos às próximas eleições legislativas.
O aumento do investimento público e privado é uma das medidas dinamizadoras da economia e criadora de emprego partilhada pelo PS, pelo Bloco de Esquerda (BE) e pelo PCP.
O CDS-PP prefere propor às empresas um acordo simples: por cada desempregado que contratarem sem termo, receberão como estímulo o remanescente do subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego que seria pago ao desempregado.
O PS avança ainda com um conjunto de medidas que passam pelo apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME), uma vez que representam o essencial do sector produtivo da criação de riqueza e emprego, e por um pacto para o emprego.
Este pacto para o emprego passa pela qualificação dos trabalhadores e empresários, mas também pela criação de oportunidades para os jovens através da colocação de 1.000 jovens em quadros de instituições da economia social, de 1.500 jovens quadros em empresas exportadoras e a criação de 5.000 estágios na Administração Pública.
O PSD defende a cooperação com as associações empresariais em 2010 e 2011 para um programa especial de estágios profissionais para desempregados.
Mas os social-democratas defendem, sobretudo, um conjunto de medidas para reduzir o custo do factor trabalho como a redução em dois pontos percentuais da taxa social única suportada pelos empregadores até 2011 e a redução dessa taxa em 35 por cento para as novas contratações a termo e em 70 por cento para as contratações sem termo.
O BE propõe a criação de um programa urgente para a criação de emprego na base de um maior investimento público e expansão dos serviços sociais.
Defende ainda um programa de apoios fiscais e subsídios à criação de emprego dos distritos mais atingidos por 10 anos e um programa específico para criar emprego para licenciados e investigadores.
O programa eleitoral dos bloquistas defende ainda o combate às falências fraudulentas, aos despedimentos e a precariedade através da revogação do Código do Trabalho e da lei de vínculos, carreiras e remunerações à Função Publica.
Para o PCP, o pleno emprego é um objectivo fundamental que passa por uma politica de desenvolvimento e crescimento económico.
Fonte: JM
