A edição 2009 da Expo Porto Santo/Nautitur, chegou ao fim na noite de ontem, depois de nove dias de certame. Este ano, apesar das dificuldades sentidas em conseguir apoios para a sua concretização, tendo chegado mesmo a estar em risco, os resultados, e da queda do número de visitantes em relação è edição anterior, no capítulo do negócio e satisfação dos expositores, as coisas já estiveram mais equilibradas. Apesar disso, houve empresas que não conseguiram atingir os seus objectivos.
Um desses casos é o de Ricardo Lança, expositor totalista das Expo-Porto Santo e que pela primeira vez em 14 edições teve prejuízo. “Foi um ano mau”, referiu. No entanto, acrescentou: “não será por este ano ter corrido mal que me vou queixar, até porque de todas as edições em que participei, sai daqui sempre satisfeito”.
O cenário repete-se com Correia da Silva, da MCC Oliveira, outra das caras habituais, que apesar de não se queixar tanto do negócio, teceu no entanto algumas criticas à forma como a feira foi disposta. “Este ano esteve menos atractiva e isso foi crucial para a pouca afluência verificada”. De qualquer forma, admitiu, “isso são questões que a organização tem de levar em consideração se quiser que os expositores continuem a voltar ao Porto Santo”.
Se por um lado a questão da fraca adesão teve influência no volume de vendas verificadas em alguns dos sectores ali representados, por outro, houveram os que não tiveram razão de queixa. Um desses casos é o de Albino Correia, da empresa do ramo automóvel, Leça e Fernandes, que garante ter feito um excelente negócio, apesar da noite de ontem não estar ainda contabilizada. “Esta é sempre uma boa feira para nós”, afirmou. “No ano passado fizemos menos negócio directo, mas os contactos conseguidos na feira viriam a revelar-se importantes tempos depois para o nosso volume de vendas. Este ano, trouxemos algumas novidades e resultou em pleno, e para já estamos muito satisfeitos”.
Este ano o certame teve como temática o desporto e estiveram representadas 80 empresas, da Região e do continente, que ocuparam um total de 636 módulos, em representação de diversos sectores como o da gastronomia, Desporto, Comercio e Comércio.
Embora também o número de empresas estivesse aquém das edições anteriores, José António Castro, Presidente da ACIPS, admitiu que com as dificuldades sentidas nomeadamente na questão dos apoios para a realização do certame, “conseguimos dar a volta e, uma vez mais, organizar um evento com qualidade”. Por seu turno, Miguel Mendonça, presidente da Assembleia Regional, elogiou a coragem da ACIPS, enaltecendo o papel fundamental que tem desempenhado no progresso empresarial do Porto Santo.
