A carta de apresentação é uma parte importante das suas candidaturas. Em alguns casos é requisitada pelos recrutadores e, noutras situações, é o candidato que decide se envia ou não. Seja como for, deve enviar sempre que possível.
Uma carta de apresentação bem redigida dá-lhe a oportunidade de destacar a sua experiência e de cativar os recrutadores desde o primeiro momento. Pode também fazer a diferença entre ser chamado para a entrevista ou não.
Este documento é a sua oportunidade para demonstrar que é um candidato forte e que se enquadra nos requisitos da empresa e que pode contribuir para alcançar objectivos organizacionais. Não necessita de partilhar informação pouco relevante nem pessoal e deve facilitar a leitura do recrutador.
Conheça aqui 15 coisas que a sua carta de apresentação não deve conter, de acordo com o Job Search:
- Erros de ortografia ou gramaticais: a sua carta de apresentação é vista como uma amostra da sua capacidade de comunicação e atenção ao detalhe. Mesmo o erro mais pequeno pode prejudicar a sua candidatura.
- Parágrafos demasiado longos: se for difícil de ler ou ocupar muito tempo, os recrutadores irão passar à frente e ler directamente o seu currículo. Cada parágrafo deve conter 5-6 linhas de texto.
- Nomes errados: seja o nome da empresa ou do responsável deve certificar-se de que estão correctos. Personalize cada candidatura ao anúncio a que está a responder.
- Informação falsa: geralmente é possível verificar a informação e caso seja detectada alguma mentira será excluído do processo de recrutamento.
- Expectativas salariais: a não ser que seja pedido pelo recrutador não faça referência a valores monetários. Demonstre o seu interesse na função em si e não dê a entender que o salário é a sua principal motivação.
- Comentários negativos sobre experiências anteriores: os empregadores têm tendência a ver este tipo de comentários como uma indicação de uma atitude negativa ou aptidão para criar problemas.
- Informação irrelevante: não inclua texto que não esteja directamente relacionado com as suas competências e experiência profissional.
- Informação pessoal: os recrutadores não necessitam de saber que quer o emprego por motivos pessoais. Mantenha o foco nas questões profissionais.
- Referências a progressão na carreira: a maioria dos recrutadores procuram alguém que esteja motivado para a vaga que está disponível no momento. Mencionar progressões futuras pode indicar que não estará satisfeito na função durante muito tempo.
- Aquilo que quer: foque-se naquilo que pode fazer pela empresa e de que forma pode contribuir para o sucesso de todos. Evite mencionar objectivos demasiado pessoais.
- Aquilo que não quer: não mencione coisas que não gosta na função ou no seu trabalho (horários, salários, férias, etc). Guarde os seus pensamentos para uma altura em que esteja em posição de negociar.
- Qualificações que não possui: não utilize frases como “apesar da minha falta de experiência em Marketing…”. Não coloque a atenção nas suas limitações enquanto candidatos e foque-se nas suas competências.
- Explicações sobre trabalhos que tenha deixado: sobretudo se soarem a desculpas.
- Demasiada modéstia ou arrogância: é necessário convencer os recrutadores de que é o candidato ideal mas limite-se a referir factos e tente ser o mais realista possível. Fale sobre resultados e coisas que tenham alcançado mas evite utilizar adjectivos que possam soar a arrogantes.
- Demasiado interesse: evite soar a desesperado – assim perde poder de negociação.
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