O Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da RAM, aconselhou os 99 trabalhadores do Hotel Savoy que constam da lista de despedimento feita pela empresa para não negociarem a sua saída da empresa a troco de uma indemnização.
Leonel Nunes, presidente da Assembleia-geral do sindicato, disse ontem ao DIÁRIO, no final de uma reunião que levou até à sede a maioria dos trabalhadores envolvidos no despedimento, que os serviços jurídicos são da opinião de que há outros meios que podem ser accionados, antes da negociação dos despedimentos. O consultor jurídico vai tentar impugnar o despedimento. Até lá, os dirigentes sindicais acham que os trabalhadores não deverão rescindir os seus contratos, mesmo que lhes sejam oferecidas boas quantias em troca. De qualquer modo todos são livres de fazer o que quiserem. Leonel Nunes esclareceu que o sindicato apenas aconselha e procura a melhor solução para salvaguardar os direitos dos seus associados.
Até ao quinto dia sobre a data em que foi conhecida a decisão da empresa, decorrerão reuniões com os empregados incluídos na lista de despedimento colectivo, nas quais a empresa tentará negociar um acordo. Só depois serão remetidas as cartas que anunciam a eventual integração do trabalhador na lista de despedimento.
Entre as acções que o sindicato pode levar a efeito, contam-se as de protesto nas ruas do Funchal, com maior exposição a todos os madeirenses e turistas que nos visitam.
ATRASOS: Há salários por pagar em cinco hotéis
Adolfo Freitas, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, denunciou ontem no final da reunião com os trabalhadores do Hotel Savoy que há outros problemas laborais graves na hotelaria madeirense que necessitam ser resolvidos rapidamente, pois afectam mais algumas centenas de trabalhadores e em nada contribuem para o ambiente de paz social que algumas entidades propagame pretender ter no arquipélago.
O sindicalista referia-se a salários em atraso em cinco hotéis da Região Autónoma, alguns integrados em grupos empresariais bem conhecidos. Adolfo Freitas disse que as entidades regionais têm de saber dessa situação e tomar precauções para que os trabalhadores afectados não sejam prejudicados e para que os seus direitos sejam protegidos.
Alertou também que em próxima reunião com entidades regionais, que terá lugar na próxima semana, esses assuntos serão abordados, a par da situação dos trabalhadores dos hotéis Savoy e Madeira Palácio e também dos dez que conformam outro despedimento colectivo feito pela Residencial Flamenga, que também foi encerrada há poucos dias no Funchal. Nos últimos anos albergava estudantes universitários, que transitaram para uma residência que foi construída na freguesia de Santa Maria Maior.
