A ‘TRIAM – Serviços de Apoio a Aeronaves S. A.’ suspendeu a sua actividade por tempo indeterminado e vai se candidatar a um Plano de Protecção de Credores, com vista à recuperação económica e financeira da empresa, disse ontem ao DIÁRIO José Guilherme Moreira, sócio-gerente da ‘Earthloc, S. A.’, holding que detém a marca.
A empresa madeirense, única registada na região com alvará para prestação de serviços de ‘handling’ aeroportuário, desde há algum tempo que vinha passando por uma situação difícil. No ano passado procedeu a um despedimento colectivo de 22 funcionários e nesta ocasião deixa na expectativa 26 colaboradores efectivos que não sabem ainda o que lhes poderá acontecer com a decisão da administração em suspender a actividade da TRIAM.
Conforme noticiámos no sábadio passado, a empresa estava impedida de exercer a sua actividade desde o dia anterior pelo facto de não ter uma apólice de seguro válida. José Guilherme Moreira referiu ontem que a TRIAM não tem dívidas à banca, somente a fornecedores, tendo se recusado a confirmar se os salários estão todos em dia. Atribui esta situação menos boa ao facto da Portway ter entrado na Madeira com preços muito baixos e pelo motivo da sua empresa não estar autorizada a actuar nas placas dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, onde as outras duas concorrentes trabalham sem limitações. Nesses três aeroportos continentais a TRIAM só conseguiu obter licença para assistência a passageiros, o que penaliza as suas receitas, já que a Ground Force (empresa subsidiária da TAP) e a Portway (propriedade da ANA) são empresas de serviço completo.
José Guilherme Moreira garantiu ao DIÁRIO que vai continuar nos próximos dias diversos contactos já agendados com entidades públicas e grupos empresariais, tendo em vista a reactivação da empresa e a satisfação dos seus compromissos para com os fornecedores. Segundo soubemos, no dia de ontem algumas das dívidas já estavam para execução fiscal.
“A TRIAM tem património e tem valor, porque não tem dívidas à banca. E temos autorização para actuar nos três principais aeroportos nacionais”, assegura José Moreira que confia no plano de protecção de credores para recuperar a empresa.
