O presidente executivo da Embraer, Frederico Fleury Curado, revelou ontem que a primeira fábrica da empresa em Évora deverá começar a laborar no primeiro semestre de 2012 e anunciou a abertura de uma escola para formação de trabalhadores.
“A construção civil deverá demorar 18 meses, depois segue-se toda a parte industrial. Devemos começar a ter produção no primeiro semestre de 2012”, indicou o responsável pela construtora aeronáutica brasileira.
Frederico Fleury Curado falava aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento da primeira pedra da primeira de duas fábricas que a Embraer pretende instalar na cidade alentejana.
“Apesar do momento difícil”, em termos económicos, “a Embraer decidiu preservar os investimentos em Portugal”, afirmou, durante a cerimónia, presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
De acordo com responsável, a primeira de duas fábricas a instalar em Évora vai produzir componentes em fibras de carbono e de vidro para asas e fuselagem dos aviões.
“São estruturas que são utilizadas nos carros de fórmula 1 e que cada vez mais se utilizam em aviões”, explicou.
Quanto à formação dos futuros trabalhadores da unidade industrial, Frederico Fleury Curado adiantou que, em Setúbal, já existe uma especialização em aeronáutica e que, em Évora, será criada uma escola ao nível do ensino técnico com disciplinas voltadas para a tecnologia aeronáutica.
“No final do ano, espero ter a escola operacional e em 2010 temos que começar a treinar as pessoas”, disse, considerando que a futura escola “vai trazer um grande futuro para Portugal, a médio e longo prazo, porque a base tem de ser a educação e o conhecimento”.
Lembrando que a Embraer tem prevista uma segunda fábrica, essa direccionada a componentes metálicos, o responsável revelou que a empresa brasileira tem “uma reserva para um terceiro lote” de terreno.
A primeira pedra do novo centro de excelência da construtora de aviões brasileira Embraer foi ontem lançada, numa cerimónia que marcou o arranque de um projecto que prevê criar 570 postos de trabalho directos.
Com um investimento inicial de 148 milhões de euros, a empresa brasileira pretende instalar duas fábricas no parque industrial aeronáutico de Évora, uma delas de estruturas metálicas (asas) e outra para produzir materiais compósitos (caudas), sendo que as unidades serão dedicadas inicialmente ao suporte logístico de jactos executivos.
Outra das vocações da unidade de Évora será, numa fase inicial, o apoio logístico de jactos executivos a voar na Europa, o segundo maior mercado no sector após os Estados Unidos.
