Taxa voltou a cair em setembro, 0,4% em relação ao mês anterior e 6,0% face ao período homólogo, fixando-se nos 14.865 inscritos e fazendo da Madeira a região com mais ofertas de trabalho e o maior decréscimo homólogo no número de inscrições ao longo do mês.
A taxa de desemprego parece ter consolidado o ciclo de descida.. Em setembro, o desemprego registado na Madeira fixou-se em 14.865 inscritos, menos 60 inscritos do que em outubro (-0,4%) e menos 942 desempregados do que em setembro de 2018 (-6,0%).
Entre setembro de 2012 e 2019, a descida consecutiva da taxa de desemprego traduziu-se em menos 8.006 inscritos.
A Região foi, de acordo com os dados avançados ao JM pelo Instituto do Emprego da Madeira (IEM), o território do País com o maior decréscimo homólogo no número de inscrições ao longo do mês, ostentando uma redução de 19,8% comparativamente a setembro de 2018, enquanto a variação média ao nível nacional foi de -5,4%.
Positiva foi também a evolução das ofertas captadas, sendo a região com maior aumento homólogo (+19,8%), num cenário muito díspar entre as várias regiões, que culmina numa variação de +1,8% ao nível nacional.
Também nas colocações efetuadas ao longo do mês, a Região Autónoma da Madeira apresenta o melhor comportamento entre as regiões do País, com um aumento de 51,0% face ao mês de setembro de 2018.
1.229 oriundos da Venezuela
Uma nota ainda para os inscritos no Instituto de Emprego provenientes da Venezuela, que em setembro ascenderam aos 1.229 candidatos, refletindo uma redução em relação ao mês anterior (-21 inscritos).
Comparativamente a setembro do ano passado, o número de desempregados oriundos da Venezuela caiu apenas em 11 inscritos, mas se a comparação for com 2017, ano em que o regresso da comunidades de emigrante à Região começou a ser mais efetivo, verifica-se um aumento de 50%. Na altura, estavam inscritas 820 pessoas no IEM.
Menos desemprego masculino
Na Região, a diminuição do desemprego foi em setembro último mais contundente entre os homens (-852 inscritos) do que entre as mulheres (-90 inscritas; -1,1%), uma tendência que transita do mês anterior. O número de desempregadas aumentou inclusive em 16 candidatas (+0,2 p.p.).
De destacar é também a diminuição homóloga do número de candidatos à procura de novo emprego — menos 796 inscritos, o equivalente a menos 5,6% — que é mais evidente no setor secundário, menos 403 desempregados. Ou seja, -15%.
Desemprego jovem cai 7,4%
No que diz respeito ao desemprego jovem, a redução foi significativa, com menos 138 inscritos (-7,4%). O desemprego de longa duração também caiu, menos 329 inscritos (-4,0%) e do desemprego com baixas qualificações, verificando-se menos 827 desempregados com habilitações iguais ou inferiores ao 2° ciclo, o 6° ano de escolaridade, o correspondente a menos 11,1%.
Patrícia Gaspar – JM
