Hoje em dia, o tema que muitas pessoas discutem é: a robotização das profissões. E, estas mesmas, ficam receosas e preocupadas com o seu futuro.
Para Richard Susskind e Daniel Susskind, autores do livro O Futuro das Profissões, eles dizem que “As máquinas estão a tornar-se cada vez mais capazes e a assumir cada vez mais tarefas que, dantes, eram do domínio exclusivo dos profissionais humanos. (…)”. Por exemplo, um cidadão que tenha de ir ao hospital, a sua informação clínica estará num computador em que o mesmo lhe dirá que tratamento tem de fazer.
Para os irmãos Susskind, a nossa sociedade é uma ‘sociedade de internet baseada na tecnologia’. Eles dizem isto porque, as máquinas terão capacidade de fazer tarefas sozinhas sem a ajuda do ‘Homem’. E esta situação já está a acontecer. Na universidade de Harvard, o número de inscritos nos cursos ‘online’ já ultrapassa o número de inscritos nos cursos da universidade física.
Segundo o livro O Futuro das Profissões e com base na informação do artigo da revista ‘Visão’ as seguintes profissões têm um risco ‘elevado’ a ‘muito elevado’ de serem substituídas por máquinas: Médico, Professor, Padre, Advogado, Jornalista, Consultor, Arquiteto, Fiscalista e Auditor.
A profissão ‘Médico’ tem um risco ‘elevado’ porque, para alguns especialistas o doente vai ter a capacidade de gerir os seus dados médicos auxiliados por computadores (ex. Smartwatches).
A profissão ‘Professor’ tem um risco ‘elevado’ pois, no futuro o sistema educativo deverá ter mais informação sobre os alunos. Assim, numa ficha de avaliação, um professor deverá saber quanto tempo um aluno demorou numa pergunta, a ordem pela qual fez as perguntas e se a ficha for digital, o docente vai saber onde o aluno clicou no ecrã.
A profissão ‘Padre’ tem um risco ‘elevado’ de ser substituído por máquinas porque, as pessoas estão a querer mais acompanhar as cerimónias religiosas pelas plataformas de compartilhamento de vídeos (Ex. Youtube) e acompanhar figuras relevantes do mundo religioso pelas redes sociais (Ex. Papa Francisco – é seguido por 18 milhões de pessoas no Twitter)
A profissão ‘Advogado’ tem um risco, também, ‘elevado’ por causa dos sistemas avançados que os juristas usam. Sistemas esses apoiados por tecnologia, processos normativos e ferramentas ‘online’ de autoajuda.
A profissão ‘Jornalista’ tem um risco ‘elevado’ porque já temos algoritmos que escrevem simples textos e as equipas estão a ficar pequenas por causa dos hábitos do público e dos equipamentos que as agências noticiosas usam para saber o que o leitor lê ou vê.
A profissão ‘Consultor’ tem um risco ‘Muito elevado’ de desaparecer uma vez que as empresas de consultoria são contratadas por tempo limitado por outra empresa para resolver um problema. E, com o surgimento da ‘Internet’ o trabalho destas empresas ficam obsoletas.
A profissão ‘Arquiteto’, também, tem um risco ‘Muito elevado’ uma vez que já há sistemas de ‘desenho assistido por computador’ que informatizam a maioria do trabalho. E, há para o cidadão comum ‘sites’ que faz o trabalho de um arquiteto (Ex. WeBuildHomes). Com a criação das impressoras 3D, elas são usadas para construir edifícios e a ‘mão de obra’ deixará de ser precisa.
As profissões ‘Fiscalista’ e ‘Auditor’ têm um risco ‘Muito elevado’ de desaparecer porque a simplificação dos pagamentos está mais fácil. Vejamos o caso do IRS, hoje em dia, ela já vem pré-preenchida e, as empresas usam ‘softwares’ para facilitar o trabalho de contabilidade. No mundo da auditoria, a avaliação das empresas já é feita por ‘softwares’ que processam a informação em poucas horas enquanto que, o trabalho feito por um auditor demora várias horas.
Concluindo, neste artigo, os irmãos Susskind dizem que os fiscalistas e auditores estão a adotar ‘novas tecnologias’ de forma mais rápida do que, por exemplo, os advogados.
Autor: Tiago Gouveia
Licenciado em Estudos de Cultura
Universidade da Madeira
Nota: Toda a informação deste texto é recolhida do artigo “A sua profissão vai sobreviver?” da revista semanal ‘Visão’ nº1402 (semana 16/01 a 22/01/2020)
